Manifestantes se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, durante o ato intitulado “Acorda Brasil”. O protesto começou às 14h e se encerrou por volta das 17h. Participaram da manifestação lideranças políticas como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas), os governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não participou do ato porque viajou à Alemanha, onde cumpre agenda de palestras e visitas técnicas. Michele Bolsonaro também não esteve presente.
Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, entrou ao vivo em uma videochamada. O vídeo foi mostrado nos telões. Vocês estão representando quem queria muito estar na Paulista, como pessoas presas, igual meu pai, e pessoas exiladas. Nós preferimos as lágrimas, a derrota, do que a vergonha de não ter lutado”, disse. Durante a mobilização foram feitas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), e defenderam o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Houve pedido por anistia e liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados de 8 de janeiro, e a derrubada do veto do projeto de lei da dosimetria. Os manifestantes levaram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e Israel. Havia também cartazes com pedidos de “Fora, Moraes”, “Bolsonaro Livre”, “SOS Trump” e “Anistia Já”. No carro de som onde os políticos estavam havia uma faixa com a frase “Fora Lula, Buzine”.
O deputado Nikolas Ferreira fez duras críticas ao governo federal e ao ministro Alexandre de Moraes durante seu discurso. Quem devia estar na cadeia não chama Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia é Luiz Inácio Lula da Silva, o maior corrupto que já pisou aqui neste país. Achou que colocar Bolsonaro na cadeia ia nos parar”, ressaltou.
