A corrida presidencial de 2026 ganhou novos elementos nesta a quinta-feira (18/6). Em entrevista ao portal NeoFeed, o ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto pelo PSD, Ronaldo Caiado, subiu o tom contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à presidência. Segundo a avaliação de Caiado, o parlamentar fluminense “perdeu a chance de poder ganhar essa eleição” contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Questionado sobre como pretende se diferenciar e buscar a união das forças de direita, o político goiano argumentou que a escolha do nome para o pleito deveria priorizar quem reúne as reais condições de derrotar o atual presidente em um eventual segundo turno. Para Caiado, os levantamentos eleitorais mais recentes apontam um desgaste na viabilidade do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em um confronto direto com o petista. “Eu estou aqui interpretando o que as pesquisas estão mostrando. Ou seja, se o Caiado for para o segundo turno (…) sou a pessoa que todas as pesquisas mais me aproximo do Lula e em uma delas eu empatei com o Lula no segundo turno”, declarou o pré-candidato do PSD. Caiado enfatizou que as pesquisas desenham um cenário de isolamento para a candidatura do PL em um eventual segundo turno. De acordo com ele, “não adianta” insistir em posicionar um candidato que, no segundo turno, assiste ao crescimento da vantagem do adversário.
“Ele [Flávio], no segundo turno, vai se distanciando do Lula e o Lula vai cada vez aumentando essa distância”, analisou Caiado, emendando que o eleitorado perceberá que o desenho atual não é vantajoso para a oposição. Diante desse diagnóstico, ele defendeu que o seu próprio nome apresenta, hoje, o perfil “mais adequado” para o enfrentamento direto com o PT. Para o pré-candidato do PSD, o debate sucessório precisa romper a lógica do antagonismo e focar em critérios de eficiência administrativa e preparo técnico. “Uma eleição é um jogo que tem que mostrar quem tem as melhores condições, quem tem qualificações para poder assumir a Presidência da República. Eu não vou aprender a governar na Presidência da República”, concluiu o ex-governador.
