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Passadas duas semanas do bate-boca entre os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos do PL, que incluiu até ameaça de morte, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ainda não adotou uma medida concreta sobre o episódio. Em entrevista à TV Anhanguera, o presidente da casa, deputado Bruno Peixoto (União) disse que trabalha para que o caso não fique impune. “Nós vamos trabalhar com muita energia, para que haja punição. Estou fazendo, estou cobrando, para que seja com muita celeridade”, afirmou Peixoto. Em nota, o deputado Amauri disse que espera que o Conselho de Ética “apure os fatos com rigor e aplique as medidas cabíveis”. Afirmou também que foram protocoladas representações no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, no Ministério Público e também na Corregedoria da Polícia Militar. Já Major Araújo disse, também por meio de nota, que apresentou duas representações junto ao Conselho de Ética em relação aos episódios envolvendo o deputado Amauri Ribeiro. Afirmou também que aguarda a análise e a decisão do Conselho de Ética. A briga em que houve troca de ameaças aconteceu no plenário da Alego no dia 7 de maio, quando o deputado Amauri falou a frase “Não deixa eu colocar a mão em você!”. Em seguida, Major Araújo respondeu: As duas ameaças foram registradas em vídeo por pessoas que estavam no plenário. Elas foram ditas pelos parlamentares quando a sessão já havia sido interrompida por Bruno Peixoto, diante da escalada da agressividade por parte de ambos os deputados. Em entrevista à TV Anhanguera, Charles Bento (MDB), que preside o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, disse que depende da mesa diretora da Alego para o conselho decidir se vai instaurar ou não procedimento sobre o caso.

“Por enquanto, ainda não chegou à nossa comissão (Conselho). Após chegar, a gente abre uma sessão híbrida ou presencial, para a gente discutir se vai instaurar ou não. E se instaurar, a gente vai direcionar, escolher um relator para o processo”, explicou Bento. Uma das motivações para as discussões entre os deputados envolveu a ausência do presidente do PL de Goiás, o senador Wilder Morais, na votação da indicação do ex advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão plenária do dia 30 de abril, Amauri fez questionamentos sobre os votos de senadores goianos, dizendo que iria perguntar pessoalmente ao Wilder por que ele não havia votado. No dia 6 de maio, Major Araújo retomou o assunto durante a sessão, afirmando que o correligionário não deveria ter dito isso. “O deputado Amauri induziu as pessoas a pensarem que a ausência favorece o Messias. A ausência prejudica. E ele sabe disso. Mas fez de má fé”, afirmou. No dia seguinte, os dois elevaram o tom, ao voltarem ao tema mais uma vez, culminando na ameaça de morte registrada em vídeo. Cinco dias depois, o deputado Major Araújo apresentou um requerimento pedindo autorização para entrar armado no plenário da Alego. “Eu estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, disse Major Araújo.

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