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Em meio às especulações sobre a sucessão na Coreia do Norte, Kim Ju-ae, filha do ditador de apenas 13 anos, foi mostrada pela Korean Central News Agency (KCNA) nesta quinta-feira (19/3) dirigindo o novo tanque Cheonma-2, modernização do carro de combate apresentado pelo regime, ao lado do pai, Kim Jong-un. As imagens foram feitas em um centro de treinamento militar nos arredores da capital coreana, Pyongyang. Ju-ae aparece dirigindo o tanque enquanto o pai está logo ao lado, sorrindo com outros militares norte-coreanos. Segundo o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul (NIS), o ditador Kim tem três filhos. Ju-ae é a filha do meio, os outros dois não têm qualquer aparição pública. Devido à extrema privacidade dos outros dois filhos, analistas suspeitam que Ju-ae seja a próxima líder do regime norte-coreano, e que seu pai já está preparando-a para liderar o país asiático.

A filha de Kim faz aparições públicas desde 2022, sempre ao lado de seu pai e de generais sendo retratada pela mídia estatal com destaque, descrita como “preciosa” e “respeitada”, reforçando a ideia de que ela está sendo moldada para o papel. Nos últimos meses, essas aparições têm aumentado, juntamente com os rumores sobre o estado de saúde de seu pai, de 42 anos. Em outras fotos mais recentes, divulgadas no início deste mês, Ju-ae foi vista em um estande de tiro, atirando com um rifle. Em outra, a adolescente de 13 anos aparece com uma pistola em uma fábrica de munições. Em mais uma ocasião recente, Kim e Ju-ae foram vistos lado a lado enquanto militares lançam mísseis. Apesar de Ju-ae estar sendo cogitada como sucessora, Rah Jong-yil, ex-embaixador sul-coreano no Reino Unido e vice-diretor do serviço de inteligência de Seul, apontou que sua sucessão pode ser ameaçada por sua tia, Kim Yo-jong, de 38 anos, irmã mais nova do ditador. 

Yo-jong tem um significativo apoio político e militar na Coreia do Norte, sendo considerada a segunda pessoa mais poderosa do país, onde líderes têm a fama de não hesitarem em eliminar rivais, mesmo que sejam da própria família. A presença constante de Ju-ae em eventos militares e industriais é vista por analistas como parte de uma campanha cuidadosamente orquestrada pela KCNA para legitimar a continuidade da dinastia Kim. Caso assuma o poder, Ju-ae seria a primeira mulher a liderar o país, um marco histórico que poderia alterar a dinâmica interna da elite norte-coreana.

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