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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3/6), durante reunião ministerial, que o Brasil seguirá defendendo a paz, o fortalecimento da democracia e o multilateralismo nas relações internacionais. Ao comentar tensões diplomáticas e comerciais envolvendo os Estados Unidos, Lula voltou a criticar setores que, segundo ele, atuam contra os interesses nacionais e classificou essas atitudes como algo que, em outros contextos históricos, seria visto como “traição da pátria”. “Em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria”, declarou o presidente. Lula ressaltou que não deseja conflitos com nenhum país, e afirmou que a convivência pacífica depende do fortalecimento das instituições democráticas e do respeito entre os chefes de Estado. “Eu não quero guerra com os Estados Unidos, eu não quero guerra com a China, eu não quero guerra com a Bolívia, eu não quero guerra com o Uruguai. O que eu quero é provar que somente é possível a gente viver em paz se a gente fortalecer a democracia, se a gente fortalecer o multilateralismo”, disse. O presidente também voltou a citar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que respeita a escolha feita pelos eleitores norte-americanos, mas cobrou reciprocidade em relação ao resultado das eleições brasileiras. “O Trump foi eleito pelo povo americano, e eu respeito o resultado eleitoral americano. Eu fui eleito pelo povo brasileiro. Ele tem que respeitar o voto do povo brasileiro. Eu não fui eleito imperador da América Latina, e muito menos o Trump foi eleito imperador do mundo”, afirmou.

Atuação das Nações Unidas

Durante o discurso, Lula fez um apelo aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — para que assumam um papel mais ativo na busca por soluções diplomáticas para os conflitos em andamento. “O que eu espero, e estou implorando já há algum tempo, é que os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) tenham a capacidade de se reunir”, declarou. Segundo o presidente, a função dessas potências deve ser a preservação da paz global, e não o estímulo a novos confrontos. Lula afirmou que guerras recentes resultam de decisões unilaterais dos países envolvidos, e alertou para os riscos de uma escalada militar envolvendo armamentos nucleares. “Todos eles sabem que, se a gente tiver um conflito mais sério, se for necessário utilizar armas nucleares, a gente não está ganhando de um país. A gente está destruindo o planeta Terra”, disse. Ao reforçar a posição brasileira, Lula afirmou que o país continuará se posicionando contra conflitos e em defesa da cooperação internacional. “Nós queremos paz, nós queremos progresso, nós queremos desenvolvimento, nós queremos melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro”, afirmou. O presidente também informou que pretende encaminhar uma nova carta a Trump e continuar publicando artigos na imprensa internacional para defender a posição brasileira. Segundo ele, os Estados Unidos estariam adotando posturas que contribuem para aumentar tensões globais de forma desnecessária. “Para nós, ou é a paz, ou não é nada, e nós queremos paz”, concluiu.

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