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Termina em 48 horas o prazo que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu em público para que seja anunciado o candidato do partido à presidência da República. Dois governadores concorrem pela prerrogativa de representar a legenda na disputa: Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O prazo do dia 31 de março foi estabelecido por Kassab em uma coletiva de imprensa que aconteceu no dia 9 de março em São Paulo, da qual Leite e Caiado também participavam. Na ocasião, Kassab afirmou que o PSD só não lançará candidato a presidente neste ano “se cair um helicóptero com os três” – o terceiro a quem ele se referia era o governador do Paraná, Ratinho Jr, que àquela altura também era pré-candidato. Segundo o presidente do partido, a decisão que estabelecer 31 de março como prazo final para definição partiu dos próprios governadores e foi referendada por outros dirigentes do partido. Eles acreditam que a exposição dos demais concorrentes (sobretudo Lula e Flávio Bolsonaro) está grande e que não se pode perder mais tempo para que o martelo seja batido.

Movimentação de Caiado e Leite

Ratinho Jr recuou depois de conversar com a própria família e de analisar o cenário eleitoral no estado dele. No Paraná, o ex-juiz Sergio Moro se filiou ao PL e ameaça invadir bases que hoje são do grupo do governador, o que gerou preocupação. No âmbito familiar, o diálogo aconteceu principalmente com o pai, o apresentador Ratinho, que teria argumentado que a exposição inerente a uma campanha eleitoral poderia representar riscos a empreendimentos deles. Depois de oficializada a desistência de Ratinho, Caiado e Eduardo Leite intensificaram a agenda de pré-campanha. Ambos ampliaram a presença em veículos de comunicação e em eventos com a elite econômica nacional. Em entrevista à CNN Brasil, Leite argumentou que já existem pelo menos candidaturas presidenciais de direita já colocadas, que não faria sentido o PSD apresentar mais uma. Por isso, ele defendeu o próprio nome como sendo de centro. Caiado, por sua vez, rejeitou rotulações ideológicas e disse ser a melhor opção em razão de resultados alcançados à frente do governo de Goiás, principalmente na Segurança Pública. Lembrou também que nunca teve o nome envolvido em denúncias de corrupção.

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