Os integrantes da base governista liderada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) e pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB) vivem dias de expectativa diante da montagem do tabuleiro eleitoral para 2026. O principal ponto de inquietação gira em torno do encaixe de pré-candidatos às disputas de deputado estadual e federal dentro de uma base ampla e formada por partidos com musculatura política e nomes competitivos. A acomodação envolve as principais siglas que compõem a base, como a federação UB-PP, MDB, PSD, Podemos e a federação PRD-SD, entre outras legendas que sustentam o projeto político do grupo. A definição dos espaços, especialmente nas chapas proporcionais, é vista como estratégica para evitar conflitos internos e garantir que a base mantenha coesão no próximo pleito. O tema deve ser tratado diretamente por Caiado e Daniel em jantar com deputados e lideranças aliadas nesta segunda-feira (23). A expectativa é de que o encontro sirva para alinhar discursos, reforçar os compromissos e objetivos eleitorais e, principalmente, iniciar a construção de uma conjuntura capaz de contemplar os anseios eleitorais dos componentes do grupo governista.
A decisão também consolidou um cenário de disputa fragmentada. Caso a aliança com o PL tivesse avançado, a avaliação é que haveria a chance de Daniel ser reeleito governador ainda no primeiro turno, cenário que tornou-se improvável com a candidatura própria da legenda bolsonarista. Os objetivos eleitorais do grupo chefiado por Caiado e Daniel passam, para além dos resultados positivos do governador e do vice, que assumirá o comando da gestão até abril, pela manutenção do capital político na Alego e na Câmara dos Deputados. Para a Casa Baixa do Congresso, a estimativa é de que os principais partidos da base consigam eleger entre 10 e 12 deputados federais. Já na Assembleia Legislativa, onde atualmente a base do governo conta com mais de 30 deputados estaduais, o objetivo é manter o grupo de aliados robusto para a gestão de Daniel, caso o vice-governador seja reeleito.
