As chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram, até o fim da noite desta terça-feira (24/2), 30 mortos, 39 desaparecidos e um número de desabrigados e desalojados que pode passar de 3 mil nas cidades da região, principalmente, Juiz de Fora e Ubá — as mais atingidas pelo temporal de ontem — , segundo balanço parcial das autoridades locais e do Corpo de Bombeiros. O volume de água registrado nos últimos dias provocou deslizamentos, desabamentos e transbordamentos de rios, interrompeu serviços essenciais e levou à decretação de estado de calamidade pública. O governo federal reconheceu a situação emergencial e enviou equipes para apoiar as ações de socorro. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou a destinação de R$ 800 a cada pessoa que ficou sem moradia. “O dinheiro será repassado para a prefeitura, para que ela adquira colchão e mantimento”, explicou Alckmin. Os municípios serão responsáveis por localizar os desabrigados e aplicar os recursos federais na aquisição dos produtos essenciais.
Em Juiz de Fora, são 24 mortes confirmadas até a noite de ontem e, ao menos, 39 pessoas estão desaparecidas. A Defesa Civil municipal recepcionou 440 desabrigados. Dados da prefeitura indicam acumulado de 584mm em fevereiro, volume superior ao dobro da média histórica para o mês, tornando-o o mais chuvoso já registrado na cidade. Ainda na madrugada de ontem, a prefeita do município, Margarida Salomão (PT), decretou estado de calamidade pública. As aulas foram suspensas em todas as unidades da rede municipal de ensino. As buscas por desaparecidos continuam com apoio de equipes especializadas. O Rio Paraibuna subiu 65cm em 30 minutos e transbordou em diversos pontos. A Ponte Vermelha, no Bairro Santa Terezinha, e o mergulhão da Avenida Barão do Rio Branco foram bloqueados após alagamentos. O avanço da água atingiu imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais. Em Ubá, sete mortes foram confirmadas e quatro pessoas estão desaparecidas. Um rio que corta o município transbordou, na noite de segunda-feira, inundando a Avenida Beira Rio. A prefeitura informou que a sede da Secretaria de Desenvolvimento Social passou a funcionar como ponto de arrecadação de donativos para famílias atingidas.
