O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou nesta terça-feira (24/3) a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias. Contudo, Moraes rejeitou a tese de que o regime prisional oferecia riscos, afirmando que o Estado foi “extremamente eficiente” e que Bolsonaro poderia ter agilizado o próprio socorro se tivesse acionado o “botão do pânico” disponível em sua cela “24 horas por dia”.

“A intercorrência médica (…) ocorreria independentemente do local de custódia (…) e, dificilmente, o atendimento e remoção do custodiado seria mais célere e eficiente se estivesse em prisão domiciliar. Não há, portanto, qualquer dúvida sobre as completas condições do estabelecimento prisional em garantir o tratamento seguro e adequado ao custodiado Jair Messias Bolsonaro, com absoluto respeito à sua saúde e dignidade”, destacou Moraes.
