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O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou nesta quarta-feira (22/4) a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília. A declaração foi dada à GloboNews.  A medida foi adotada com base no princípio da reciprocidade, após o governo dos Estados Unidos ordenar, no dia 20 de abril, que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o território norte-americano. Com a suspensão das credenciais, o servidor dos EUA perde o acesso físico ao prédio da PF e às bases de dados utilizadas para cooperação policial entre os dois países. Andrei enfatizou que a decisão foi tomada “com pesar” e que a intenção não é expulsar o agente do Brasil, mas replicar a medida aplicada ao delegado brasileiro em Miami, nomeado em março de 2023 para uma missão de dois anos junto ao Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, sigla em inglês). O diretor-geral da PF negou que Carvalho tenha sido “expulso”, afirmando que o delegado retornou ao Brasil por sua determinação para esclarecer o episódio.

O governo estadunidense, através do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, alegou sem citar nomes que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas”. Rodrigues reiterou que a atuação de Carvalho foi alicerçada em mais de uma dezena de acordos de cooperação internacional que permitem a agentes brasileiros operar no exterior. A tensão diplomática escalou após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos EUA. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado por tentativa de golpe de Estado, e deixou o Brasil clandestinamente pela fronteira com a Guiana em setembro de 2025, e tendo seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados em dezembro do mesmo ano. No dia 13 de abril, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, por questões migratórias e levado ao centro de detenção do Condado de Orange. Dois dias depois, foi liberado para aguardar o processo de asilo em liberdade, decisão comunicada pelo ICE à PF.

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